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Escola Municipal Antônio Bastos de Miranda

Conheça uma das três escolas envolvidas no no subprojeto PIBID/UNIVASF: a Escola Municipal Antônio Bastos de Miranda, localizada no distrito de Missão do Sahy, Senhor do Bonfim/BA, que já foi, no século XVIII, um dos povoados mais importantes do interior da Bahia, abrigando um aldeamento indígena franciscano. A Escola, tipicamente rural, conta com 540 alunos estudando em três turnos. A diversidade cultural da comunidade fez com que a escola fosse uma das selecionadas para o projeto “Fazendo Ciência na docência”.

Igreja da Missão do sahy

O distrito de Missão do Sahy fez parte de uma antigo aldeamento indígena (Payayás e Kiriris), criado em fins do século XVII por missionários franciscanos, que penetravam o interior brasileiro para catequização dos índios. O local pertenceu a importantes famílias portuguesas, que criavam gado em vastas extensões do sertão nordestino, concedidas pelo governo da metrópole para efetiva posse e exploração das terras recém-descobertas. Há resquícios desse período tanto em monumentos (como a Igreja local – que hoje se encontra em local diferente da original – e o cemitério), como na memória coletiva. O aldeamento foi extinto em 1863, depois de perder importância para municípios vizinhos, como Jacobina, que despontou na primeira metade do século XVIII como polo minerador.

Hoje, Missão do Sahy conta com um população de aproximadamente 3000 habitantes,  que vivem basicamente da agricultura de subsistência e de pequenos serviços. Alguns descendentes de índios vivem na “Aldeinha”, local um pouco afastado do resto da comunidade, onde são confeccionadas peças  feitas de cipó. [1]

A Escola Municipal Antônio Bastos de Mirante oferece os cursos de Educação Infantil até 8ª série/9º ano do Ensino Fundamental e EJA, com cerca de 540 alunos matriculados, na faixa etária de 03 a 60 anos. As turmas que participam do PIBID são as séries finais do Ensino Fundamental (seis turmas de 5ª série/6º ano a 8ª série/9º ano), que funcionam no período matutino. A escola, que apresenta problemas de espaço para acomodar todas as turmas, torna-se um desafio no ensino de Ciências, haja vista a indisponibilidade de laboratórios e outros materiais didáticos, mas conta com um rico saber popular/tradicional, oriundo das raízes indígenas da localidade e do fato de ser uma comunidade rural, onde a  população em geral e os alunos dispõem de conhecimentos bastante peculiares sobre a natureza e seus ciclos, que podem e devem ser explorados nas aulas de Ciência Naturais.

São dois os professores de Ciências Naturais atuando nas quatro séries finais do Ensino Fundamental, um dos quais é supervisor do PIBID. Os discentes/bolsistas que atuam na escola são em número de sete, um em cada turma, à exceção da 7ª série/8º ano que conta com dois bolsistas. Esses discentes/bolsistas da UNIVASF desenvolvem trabalhos de reforço escolar, monitoria e o “Ateliê de Ciências”, que é um forma criativa e estimulante de ensinar/aprender/interagir com os conteúdos curriculares da disciplina.

 

[1] Da Paz, Maria Glória. Colégio Estadual de Missão do Sahy: os olhares de uma escola sobre um antigo aldeamento. 2004. Dissertação (Mestrado em Educação). UCAC, Quebec. Natal.

© da foto: Todos os direitos reservados
de
joaoevodio

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